quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MOÇA DE URINA FORTE


         Dirceu Ayres          

Tenho amigo enxerido
A irmã, linda de lascar,                  
”Menina” é o seu apelido           
Ela transa com o marido,      
Fico às vezes escondido          
Pra ver “menina” urinar.   

Como estrondo de trovão          
Sua urina é igual a um jato
Urinar o chão e o sapato
Deixa um buraco no chão.      
Xoxota de alta pressão
Sua urina forma um regato.

E se o cabra tiver por baixo
Recebe da urina a pressão,
Sem dizer um palavrão
Tem de agüentar tudo, acho.
Mesmo com cara no chão
Sem amassar o cachaço.

Será que “menina”, agüenta?
Pegando um cabra doidão
Estou fora, sou setentão.
Se ela urinar, me arrebenta.
To andando bem quebrado
Ela amassa a minha venta.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O FORMATO ORIGINAL: ( do Dirceu)


                       DIRCEU AYRES      

Cabeça bem grande com esquemas,        
O nariz, parece quebrado, tem osso,
Orelham bem redondas e pequenas,
Lábios finos retos iguais e pescoço.      

Tem fala mansa, com pouco som,
De cor branca com altura regular
Barba grossa, Bigode grande e bom;
Sempre cambaleia quando vai andar.

Olhos grandes, verdes iguais ao mar,
Corpo forte e não é um tipo esquisito.
Estando brabo, vai alguém o acalmar,
As mulheres quando o vê acha bonito.       

É assim o Dircinho que eu conheço,
Desse moço tenho muito que falar
Pois que é hábil e sabe mesmo se virar,
Amigo bom desse que eu bem mereço,
Pois o que quero nessa vida vai chegar
Que é alguém que de muito eu enalteço.

Um menino grande e bom batalhador
Nasceu cresceu, sempre trabalhando
Teve dificuldade para começar andando
E hoje velho doente sentindo tanta dor.
Agora que tem de esperar o próprio fim
Não reclama, a amargura está passando;
Não é homem para ficar só reclamando
Toda vida sempre foi e será sempre assim.

O PAÍS DESLEIXADO

                 DIRCEU  AYRES                            


Num país que doente sofre, sem ter cura
ficará no passo sempre do terceiro mundo.
Que no poço desgraçado chegou ao fundo,
Sem nadar, não emergirá da noite escura.
Parece que no País engoliram a compostura,
Protegendo e ajudando os políticos senis         
Que dividiram o Brasil para quem quis     
Juntos assaltam o País de ponta a ponta.
Para ninguém esse país não presta conta,
Roubam muito, com certeza a ninguém diz.  

Num País que invadem as Fazendas.            
Que sem terra se dizem ser esquecido.              
De verdade quem precisa não é ouvido            
Não tem miserável que dela entenda.   .
Permitindo roubar em cada esquina                 
Esse grupo que na Constituição urina               
Faz desse País uma enorme latrina                              
Poe seus dejetos como numa campina      
gente que a todos impõe e até domina,      
Mas o Brasil, precisa e fará sua faxina.                         

As leis da constituição são descartáveis      
Não existem sequer os códigos corretos,
Multidões, senão milhões de analfabetos
Formando uma multidão de miseráveis.
Mas nos não temos políticos confiáveis            
Estamos sem voz, sem vez, sem diretriz    
Os políticos é quem têm voz e vez e bis
O respaldo de seus pares inimputáveis.
Um país desgraçado que político não diz,       
Para esse País, somente
DEUS será juiz.     

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ai! Se sêsse!…

Autor: Zé da Luz              Dirceu Ayres  
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas, porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cummigo insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?…
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge
tôdas fugisse!!!

domingo, 9 de outubro de 2011

Amargo Pensamento

        Dirceu Ayres                                    

 

Deixo escapar, estou distraído

Parar de chorar não me conteve
E de tão ardente busquei abrigo,
Quando encontrei, não me deteve.
Não me deteria, que agonia;
Com a timidez de aparecer,
Aconteceria a qualquer dia
Logo depois, vou me esconder.      

Não seria justo, esse meu sofrer,
A emoção é grande. Dá calafrio;
Não gritar, estaria a emudecer,
Sinto dentro de mim grande vazio.
Esquecer o pensamento, esse maldito;
Não o abafaria com mais outro soneto
Para colocar nas coisas que eu acredito 
Pregam em meu coração mais um espeto.         


Sozinho sentindo tanto a solidão
Com o meu cálice de amargura,
Levo uma vida quase tão impura
Tal ladrão que roubou São Semião.
Tão sozinho, vou vivendo nessa vida;
Como homem, viveu sem a parceira;
Minha angústia que cheia de bobeira
Espera a hora da minha despedida.       

“A LÍA”

    Dirceu Ayres                                     

Trinta anos se passaram
Que com jeito agi ligeiro,
Pra namorar a menina
Que veio do Rio de Janeiro.

Moça nobre e atraente
Dessa que engana a gente,
Bem comportada a menina
Ela é bem mais decente.      

Depois que a conheci
E com ela namorar,
Pra devaneio parti
E com ela fui morar.

Pra engordar meu orgulho
Dois meninos vi chegar,
Para mim não foi um entulho
Vi a casa se enfeitar.

Agindo dessa maneira
Sem com isto me gabar,
Deixei de fazer besteira
Fui minha vida cuidar.

Hoje sou muito orgulhoso
Vi crescer e se arrumar,
Esses meninos dengosos
Depois um deles, casar.

O outro está sonhando
Com a mulher que chegará,
Enquanto isso, estudando;
Para a vida melhorar.

O mais velho diferente
Arranjou para casar
Uma moça inteligente
Que conosco veio morar.

O Pai velho adotou
Essa menina bem fina
Quando ela aqui chegou
Chamava-se Catarina.

A bem dizer a verdade
Esse nome não a define,
Com muito mais qualidade
Ela se chama KALLYNE.

Acostumado a ter
Genro sem qualidade
Agora passou a ver e ter
Uma genra de verdade.

Enquanto isso a Lia
Orgulhosa do rebento
Todo trabalho fazia
Sem encostar-se a assento.

A velhice foi chegando
Pegou-lhe desprevenida
Umas dores arrumando
Má sempre teve guarida
Eu por aqui vou ficando
E cuidar da minha vida.

A querida agradeço,
 Amor que me dedicou
Amou sem jeito, sem preço,
Pra chegar aonde chegou
Considerar os tropeços
Que a vida lhe pregou.