quarta-feira, 27 de julho de 2011

AGRADECENDO A AMADA



        DIRCEU AYRES

Agradeço mesmo em prosa                  
Surpresa que tive em casa
Como Pássaro, abri a asa;
Com a escrita tão gostosa.

Achei a escrita tão bela,
A mim foi encaminhada
Por uma pessoa amada
Pois no poema ela é fera.

Não sou tão bom, não senhor;
Agradeço com meu coração
Por essa tamanha dedicação
Amar-te-ei com mais ardor.

Essa amada é um amorzão
Deixa-me bem comovido
Eu que sou tão desinibido
Aperta-me o meu coração.

Sinto-me como bom Tristão
Personagem de dom Quixote
Na verdade era um pixote
Parecendo ser um grandão.

Transformador de gigante
Em moinho só de vento
Imagem que não agüento
Fantasias tão distante.

O Tristão um mentiroso,
Quixote bom sonhador
Sofria com  muita dor
Suportar Tristão tinhoso.

Assim vive muita gente
Do moinho corta o vento
Idea que não sustento
Imagino o quer ela sente.








Abaixo a letra traduzida de Rehab. Um dos maiores sucessos da cantora.

Amy winehouse:
Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou


Prefiro ficar em casa com Ray (Charles)
Não posso ficar 70 dias internada
Por que não há nada
Não há nada que possam me ensinar lá
Que eu não possa aprender com o Sr. (Donny) Hathaway


Não aprendi muito na escola
Mas sei as respostas não estão no fundo de um copo


Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou


O cara disse: "Por que você acha que está aqui?"
Eu disse "não faço idéia
Eu vou, vou perder meu amor
“Então eu sempre mantenho uma garrafa por perto”
Ele disse "acho que você só está deprimida,
Me dê um beijo aqui, amor, e vá descansar"


Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber


Eu não quero beber nunca mais
Eu só oh, só preciso de um amigo
Não vou desperdiçar dez semanas
Pra todo mundo pensar que estou me recuperando


Não é só meu orgulho
É só até essas lágrimas secarem


Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou

leite cGelatina surpresa com morango ondensado

Foto: Ormuzd Alves
Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 8
Dificuldade: Fácil
Categoria: Doce caseiro
Calorias: 250
Ingredientes:
. 1 caixa de morangos lavados e cortados ao meio (300g)
. 4 gemas
. 1 lata de leite condensado
. 700 ml de leite
. 2 colheres (sopa) de amido de milho
. 4 claras
. 2 embalagens de gelatina de morango
. 500 ml de água fervente
Modo de preparo:
No liquidificador, bata as gemas, o leite condensado, o leite e o amido de milho. Coloque em uma panela, leve ao fogo Brando e cozinhe sem parar de mexer até engrossar. Coloque em um refratário e deixe esfriar. Na batedeira bata as Claras em neve. Dissolva as gelatinas Na água fervente e despeje nas Claras em neve, ainda batendo Na batedeira por mais um minuto. Sobre o creme já Frio, espalhe os morangos e em seguida distribua as Claras com a gelatina. Leve à geladeira por 3 horas.  Fonte: M de mulher

Hábeas Pinho

Na Paraíba, alguns elementos que faziam uma serenata foram presos. Embora liberados no dia seguinte, o violão foi detido. Tomando conhecimento do acontecido. O famoso poeta e atual ex. senador Ronaldo Cunha Lima enviou uma petição ao Juiz da Comarca, em versos, solicitando a liberação do instrumento musical. 

Senhor Juiz. 
Roberto Pessoa de Sousa. 
  
O instrumento do "crime” que se arrola 
Nesse processo de contravenção 
Não é faca, revolver ou pistola, 
Simplesmente, Doutor, é um violão. 
  
Um violão, doutor, que em verdade 
Não feriu nem matou um cidadão 
Feriu, sim, mas a sensibilidade 
De quem o ouviu vibrar na solidão. 
  
O violão é sempre uma ternura, 
Instrumento de amor e de saudade 
O crime a ele nunca se mistura 
Entre ambos inexiste afinidade. 
  
O violão é próprio dos cantores 
Dos menestréis de alma enternecida 
Que cantam mágoas que povoam  a vida 
E sufocam as suas próprias dores. 
  
O violão é música e é canção 
É sentimento, é vida, é alegria 
É pureza e é néctar que extasia 
É adorno espiritual do coração. 
  
Seu viver, como o nosso, é transitório. 
Mas seu destino, não, se perpetua. 
Ele nasceu para cantar na rua 
E não para ser arquivo de Cartório. 
  
Ele, Doutor, que suave lenitivo 
Para a alma da noite em solidão, 
Não se adapta, jamais, em um arquivo 
Sem gemer sua prima e seu bordão 
  
Mande entregá-lo, pelo amor da noite 
Que se sente vazia em suas horas, 
Para que volte a sentir o terno acoite 
De suas cordas finas e sonoras. 
  
Liberte o violão, Doutor Juiz,  
Em nome da Justiça e do Direito. 
É crime, porventura, o infeliz 
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito? 
  
Será crime, afinal, será pecado, 
Será delito de tão vis horrores, 
Perambular na rua um desgraçado 
Derramando nas praças suas dores? 
  
Mande, pois, libertá-lo da agonia 
(a consciência assim nos insinua) 
Não sufoque o cantar que vem da rua, 
Que vem da noite para saudar o dia. 
  
É o apelo que aqui lhe dirigimos, 
Na certeza do seu acolhimento 
Juntada desta aos autos nós pedimos 
E pedimos, enfim, deferimento. 
 
 O juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha Lima: o verso popular.   
Recebo a petição escrita em verso 
E, despachando-a sem autuação,  
Verbero o ato vil, rude e perverso,  
Que prende, no Cartório, um violão. 
  
Emudecer a prima e o bordão, 
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso, 
É desumana e vil destruição 
De tudo que há de belo no universo. 
  
Que seja Sol, ainda que a desoras, 
E volte á rua, em vida transviada,  
Num esbanjar de lágrimas sonoras.  
  
Se grato for, acaso ao que lhe fiz, 
Noite de luz, plena madrugada,  
Venha tocar á porta do Juiz.

 

domingo, 24 de julho de 2011

O IMORTAL

          DIRCEU AYRES
Sei que a vida é um jogo
E a vida, é boa de viver,
Sem “maribondo de fogo”
Má imortal eu devo ser.
Não sei fazer essa ironia
O rompante é que desgasta,
Sem fazer nada, não ia!
Receber tudo de graça.

Também sei usar a lábia
Isso também me irrita
Sou pessoa muito sábia,
Mas isso não justifica.
A morte quer me levar
Não concordo com ela não,
Primeiro quero tentar
Vestir belo GALARDÃO.

Academia de imortais
É lugar que vou estar
Não penso nunca jamais
Essa idéia de largar.
Imortal, sei sim senhor,
Pois é isso que imagino
Nunca fui um perdedor
Vencer é o meu Destino.

Imortal, eu bem serei!
Pois eu sempre fui assim
Meu tempo eu gastarei
Não achei a vida ruim
Eu estou tentando agora
Minha vida melhorar
Vou ficar aqui por fora
Um pistolão arranjar.

Pois eu penso que sería
Difícil até demais,
Sem escora eu não podia
Ser mais um dos imortais.
Esse Dirceu é demais
É autêntico esse rapaz
Não duvide ele é capaz
De ser um dos Imortais.

Más agora ta tentando
Na academia entrar,
Continuar até sonhando
Pois pretende estrear
A vestimenta estranha
Que eles têm de usar.
Meu alfaiate esperando
O que ele tem de aprontar.

Aqui não digo besteira
Por sonhar, não estranhar,
Tenho idéias Brasileiras
Que nunca vão acabar.
Vou pra essa academia
Custe tudo que custar
Aprender Filosofia
Para a vida melhorar.

Tentarei a Academia
Como fez o Zé Sarney
Fazer tudo diferente
Não fazer o que ele fez.
Escreverei com estrondo
Tudo que ele não escreveu
É de fogo o maribondo,
E de gelo esse Dirceu.

Vou ficar muito famoso
Vestindo esse galardão
Lá vai o Dirceu tinhoso
Vestindo aquele roupão,
Elegante e bem jeitoso!
Dirá logo o Zé povão
Não vou ligar para povo
Pois é esse o meu jeitão.

MEUS CABELOS BRANCOS

        DIRCEU AYRES                                         
Meus cabelos contem estórias sim! 
São cabelos brancos com memória!
Cada um tem guardado em sua glória,  
O passado, o presente, tudo enfim.

Cabelo de brancura tão prateada,
Tendo muitas estórias já passadas
Umas certas, outras são mal contadas,
Mas, também tem estórias pranteadas.

Cabelos como a lua, têm brancura!
É tesouro com passado adquirido
Em alguns, encontramos algum sentido;
Más sentindo em todos eles, só ternura.

Escassos, Franzinos, Fracos e Finos!
Cada um sabe a estória que já tem.
Não fala, não incomoda a ninguém,
Procede e se comporta tal menino.

Deve haver cabelo bem inteligente
Tenho orgulho dos meus, tenho respeito;
Orgulhosos falam, batem nos meus peitos,
Para mim, são também  iguais a gente.

Refletindo sobre o tempo já passado,
Lembro quando ainda era criança
Cabeça cheia de cabelos com pujança
O “TOPETE” que fazia tô lembrado.

O Óleo Glostora, que fazia ele  brilhar!
Brilhantina, o perfume era... ”DESEJO”.
As meninas carregadas com o ensejo
De sair junto comigo, pra ir passear.

Agora o pouco que resta são penugem
A maioria dos cabelos foi  embora
Restam-me ver meninas, hoje senhoras!
Saírem com seus pares para ir viajar.